Como eu, uma pessoa comum, aprendi a influenciar líderes com o Modelo IMPAR

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Quero compartilhar uma história que é minha, mas poderia ser de qualquer um que já se sentiu pequeno diante dos grandes. Não me vejo como um grande líder, longe disso. Sou apenas alguém comum, com sonhos, inseguranças e uma vontade enorme de fazer a diferença.
Mas, ao longo da minha jornada, descobri que é possível, sim, influenciar até mesmo os líderes mais experientes, e o Modelo IMPAR foi a bússola que me guiou. Tudo mudou quando participei do curso Dale Carnegie e, contra todas as expectativas, me tornei líder de turma, disputando espaço com pessoas muito mais influentes do que eu.
Esta é a minha história, de como, com autenticidade e estratégia e verdade, consegui me conectar genuinamente, inspirar e transformar minha comunicação.
Uma jornada de desafios e descobertas
Sempre admirei líderes que pareciam ter o dom de cativar multidões, mas eu? Eu era só mais um na multidão, tentando ser ouvido em um mundo cheio de ruídos, notificações, reuniões intermináveis, e “assuntos mais interessantes do que eu”. No curso Dale Carnegie, vi de perto o que significa liderar: estava lá, no meio de pessoas com currículos brilhantes, empreendedores de sucesso, e eu, uma pessoa comum, com minha bagagem simples, mas com uma vontade feroz de aprender.
Quando me candidatei a líder de turma, não imaginei que venceria, mas me esforcei ao máximo para vencer. E essa experiência me mostrou que influência não vem de títulos, mas de conexão genuína. Foi aí que o Modelo IMPAR entrou na minha vida, me ajudando a transformar essa habilidade em algo estruturado e poderoso.
Os desafios da comunicação na liderança são reais, especialmente para alguém como eu, que não nasceu com um microfone na mão e os holofotes apontados a seu favor. Aqui estão os obstáculos que enfrentei e como o IMPAR me ajudou a superá-los:
- Capturar a atenção: Em um ambiente cheio de distrações, fazer as pessoas pararem para ouvir era como tentar segurar água nas mãos. No Dale Carnegie, aprendi que a atenção vem da autenticidade. Minha voz tremia, mas quando falei com verdade, as pessoas escutaram, elas sentiram o que eu estava sentindo, elas viram o que eu estava vendo e me ouviram genuinamente.
- Transmitir uma mensagem clara: Eu já confundi muita gente com ideias que pareciam geniais na minha cabeça, mas saíam emboladas e com muita ansiedade. Aprendi que uma mensagem precisa ser direta e tocar o coração, não só a mente.
- Criar conexão emocional: Sempre quis que as pessoas sentissem que faziam parte de algo maior. No curso, vi como pequenas ações, como lembrar o nome de alguém ou ouvir com atenção, criavam laços genuinamente poderosos.
- Tornar a mensagem acessível: Eu não tinha o vocabulário rebuscado dos grandes líderes, mas descobri que isso era uma vantagem. Falar como pessoa comum me aproximava de todos, pois por trás de toda a armadura, existiam pessoas simples como eu.
- Inspirar ação com resultados: No começo, eu temia não ter “provas” suficientes para convencer. Mas percebi que compartilhar histórias reais, até as pequenas vitórias e experiências podia inspirar mais do que qualquer discurso grandioso.
O modelo IMPAR: Minha ferramenta para Influenciar
O Modelo IMPAR, criado por mim, Adriano Jungblut Goerk, foi como um farol na minha jornada. Ele é baseado em cinco pilares fundamentais nos dias atuais, Interesse, Mensagem, Pertencimento, Acessibilidade e Resultado e foi desenhado a partir de anos de estudo em marketing e empreendedorismo, comunicação e liderança.
Mas o que me conquistou foi sua simplicidade: ele funciona para qualquer um, em qualquer contexto, seja liderando uma equipe, falando em público ou, como eu, tentando influenciar líderes mais experientes a comprarem minhas ideias simples para resolverem seus problemas muitas vezes “complexos”. Aqui está como cada pilar me ajudou a encontrar minha voz.
1. Interesse: Fazendo as pessoas pararem para ouvir
No Dale Carnegie, aprendi que o primeiro passo é fazer as pessoas quererem ouvir você. Parece óbvio, mas é um desafio quando você está competindo com líderes carismáticos e influenciadores de uma estrutura social maior do que pessoas do senso comum.
O IMPAR me ensinou a usar a curiosidade a meu favor, me ensinou a usar a vaidade e o desejo do outro ao meu favor, me ensinou a ver o que o outro sente, pensa e deseja, antes de falar. Em uma das dinâmicas do curso, em vez de começar com um discurso genérico, abri com uma pergunta: “Como seria para vocês, largar toda a vida de vocês, ir para um local desconhecido e ser convidado a abrir uma sociedade com uma das empresas mais influentes da cidade?” Foi simples, mas prendeu a atenção de todos, até dos mais experientes e me trouxe autoridade e atenção.
Comecei a usar chamadas impactantes e histórias pessoais para despertar interesse. Minha criatividade, foi o que mais se desenvolveu a partir deste momento, floresceu quando parei de me comparar e confiei na minha autenticidade, na minha história e jogar minhas desculpas fora.
O IMPAR me mostrou que a criatividade é uma habilidade que qualquer um pode desenvolver e ela me tornou memorável para aqueles que de alguma forma cruzaram em minha vida.
Impacto na minha jornada: Despertar interesse me deu confiança para ser notado, mesmo em um ambiente cheio de gigantes. Minha voz, ainda que comum, começou a ecoar.
2. Mensagem: Falando com clareza e emoção
Depois de conquistar a atenção, eu precisava entregar algo que valesse a pena. O IMPAR me ensinou que a mensagem é o coração da comunicação, é onde você mostra quem é e o que defende. No curso, quando me tornei líder de turma, precisei apresentar minha visão para o grupo.
Em vez de tentar impressionar com jargões, falei do que acreditava: que cada um ali poderia influenciar as pessoas sendo genuinamente, sendo quem você é e não quem você quer representar que é. Usei uma história pessoal de um fato acontecido em minha vida muitos anos atrás, quando comecei a empreender e tive que vender de porta em porta.
Inspirado por exemplos como Bill Gates, que vendeu para IBM sem ao menos ter o produto a qual ele estava vendendo, Steve Jobs que revolucionou a tecnologia com sua genialidade e até mesmo pessoas com Mário Sérgio Cortella que simplificou e popularizou a filosofia no Brasil de forma acessível, aprendi a conhecer minha audiência, suas dores, sonhos e desejos. Isso me permitiu criar mensagens que não só informam, mas também inspiravam.
Impacto na minha jornada: Uma mensagem clara e autêntica me ajudou a conectar com líderes que, no papel, eram mais “importantes”. Eles viam em mim alguém genuíno, e isso faz toda a diferença.
3. Pertencimento: Criando uma comunidade
O pilar do Pertencimento é um divisor de águas. No Dale Carnegie, vi como as pessoas queriam se sentir parte de algo maior. Como líder de turma, percebi que o papel de um líder não terminava no curso, apenas iniciava. Comecei a criar momentos de união e me conectar com outros “carnegianos” como celebrar pequenas vitórias, elogiar sinceramente ou ouvir ideias de todos, ouvir, esse foi meu grande desafio, sempre ansioso a falar, foi através do estudo estóico que aprendi a exercitar a escuta ativa, mas isso é assunto para outro momento, então vamos lá.
O IMPAR me mostrou como marcas como Apple e Nike constroem comunidades, e eu adaptei isso à minha pequena realidade. Em vez de focar só nas tarefas, criei um senso de “nós”, em todos os locais que eu passava, Núcleo Jovem da AE de Frederico Westphalen, ao centro cultural 25 de Julho da Etnia Alemã de Frederico Westphalen, com uma identidade que unia o grupo em torno de um propósito comum, fortalecimento, crescimento e visibilidade.
Impacto na minha jornada: Construir pertencimento transformou grupos em uma equipe. Líderes que antes me viam como “só mais um” passaram a me respeitar como alguém que unia pessoas e trazia sonhos em atitudes que promoviam a realidade.
4. Acessibilidade: Falando a língua de todos
Como alguém comum, eu não tinha o vocabulário sofisticado de outros líderes, mas o IMPAR me mostrou que isso era uma força. No curso, usei linguagem simples, histórias do dia a dia e analogias para explicar ideias complexas. Uma vez, comparei liderança a cozinhar um jantar em família: cada ingrediente importa, e todos precisam trabalhar juntos para o prato dar certo. Todo mundo riu, mas entendeu.
O exemplo de Érico Rocha, com seu “6 em 7”, me inspirou. Ele tornou ideias complexas tão simples que qualquer um acreditava nelas. Adotei essa abordagem, e vi até os mais céticos se conectarem com minhas ideias mirabolantes.
Impacto na minha jornada: Falar de forma acessível me permitiu influenciar pessoas de todos os níveis. Minha simplicidade virou uma ponte para conexões mais profundas.
5. Resultado: Mostrando que funciona
No começo, eu achava que não tinha “provas” suficientes para convencer líderes experientes. Mas o IMPAR me ensinou que resultados não precisam ser grandiosos, eles só precisam ser reais. Durante o curso, compartilhei histórias de como pequenas mudanças na minha comunicação, como ouvir mais ou ser mais claro melhoraram minhas interações no trabalho. Isso inspirou outros a tentarem o mesmo, e inspirou líderes a enfrentarem desafios.
O pilar Resultado me mostrou o poder do storytelling. Ao compartilhar casos reais, como o de um colega que usou minhas sugestões e melhorou sua liderança, vi olhos brilharem de inspiração. Exemplos como o professor Mário Sérgio Cortella, que usa histórias para mudar mentalidades, me guiaram nesse caminho.
Impacto na minha jornada: Mostrar resultados, mesmo os pequenos, me deu credibilidade. Líderes que antes me subestimavam começaram a me procurar para trocar ideias.
Minha verdade: Influência e liderança é para todos
Minha jornada com o Modelo IMPAR e o Dale Carnegie me ensinou que não preciso ser um grande líder para influenciar. Como uma pessoa comum, descobri que autenticidade, estratégia e empatia são as chaves para conectar com qualquer um, até com aqueles que parecem estar em outro patamar.
O IMPAR me deu um caminho claro: despertar interesse com criatividade e interesse, parece ambíguo, mas entenda o que interessa o outro e comece a entregar mensagens claras e emocionais, criar pertencimento, ser acessível e mostrar que a pessoa pode promover resultados reais.
Hoje, quando olho para trás, vejo que liderar minha turma no Dale Carnegie foi só o começo. Cada conversa, cada ideia compartilhada, cada conexão feita me mostrou que influência não é sobre ser o mais brilhante da sala é sobre ser verdadeiro. Se eu, uma pessoa comum, consegue inspirar líderes, você também pode.
O IMPAR é a prova de que, com as ferramentas certas, qualquer um pode transformar sua comunicação e deixar sua marca.
Então, te pergunto: qual é a sua história? Como você vai usar sua voz para influenciar?
Estou aqui para ajudar a tornar isso realidade e da forma mais simples possível, estou explicando todo o meu método.
Obrigado pelo carinho, obrigado pelo apoio de todos que até aqui de alguma forma se conectaram as minhas ideias malucas e de algum modo eu pude contribuir com a realização de seus sonhos, por menores que talvez eles sejam.
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